Crítica: O Último Capítulo (I Am the Pretty Thing that Lives in the House)


"A house with a death in it can never again be bought or sold by the living, it can only be borrowed by the ghosts that stay behind."

O filme original da Netflix do gênero terror se passa no interior de uma casa durante todo o tempo de filmagem. O enredo gira em torno de apenas 3 atores principais e conta com a participação de mais alguns poucos coadjuvantes. O filme conta a história de uma famosa escritora, Iris, já idosa e com demência que recebe uma enfermeira, Lilly, em sua casa para tomar conta dela. Logo de início, Iris chama Lilly de Polly, mesmo com a enfermeira insistindo que se chama Lilly e não Polly. Durante os 12 meses em que trabalha na casa, Lilly vivencia e testemunha certos acontecimentos estranhos. O telefone voa da mão dela, há barulhos na parede que apresenta algumas manchas de mofo e alguns vultos que deixam Lilly apavorada. Com o passar dos meses, Lilly descobre uma famosa obra da escritora, A Moça nas Paredes, e então identifica a personagem principal que se chama Polly, a quem Iris se referia quando chamava por Lilly. 

A narração da história é feita por Lilly com poucos diálogos durante as cenas. Logo de início a enfermeira diz que tem 28 anos, mas que nunca chegará aos 29. Nesse instante inicia-se um suspense, mas não a respeito do que vai acontecer, mas de como ela morrerá. Essa produção tem quem a amou e quem a detestou, pois, de acordo com muitas críticas, o filme é lento e um fardo para ser assistido, porém ao meu ver, o filme é bom e muito bem produzido. 

Apesar de poucos diálogos, o filme foi produzido como um quebra-cabeças e é necessário bastante atenção desde o início, até porque não são só as falas que narram a história, mas cada ação da personagem principal, bem como seus pensamentos e expressões que ajudam o espectador a entender a história. Esse não é um filme para se tomar sustos, é mais uma obra que mistura poesia e boa produção cinematográfica, que me lembrou bastante algo teatral. A maior parte das cenas são feitas com a câmera parada e os atores se movimentam pelo cenário. Pouquíssimas cenas ocorrem no lado externo da casa, porém as que se passam do lado de fora mostram somente a casa e de novo a câmera não se mexe. 

A trilha sonora, sonoplastia e o não uso de muitos efeitos visuais complexos valorizam o tipo de produção (diga-se de passagem que com 3 personagens e o estilo de gravação, me parece que a produção deve ter custado uns poucos trocados para a Netflix, rs). A atuação da protagonista se encaixa muito bem nessa história. Ela se apresenta como uma pessoa frágil e muito medrosa, não tendo coragem de ler a obra de sua patroa. Ela se apresenta como uma pessoa que teme ter medo.

De forma geral, eu gostei do filme e indico para quem gosta de um quebra-cabeças. Mas vale ressaltar que é bem diferente das produções atuais de terror/horror. 

Fica a dica!

Comentários e joinhas são muito bem vindos! Até a próxima.

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