Review: Mulher Maravilha (Com spoiler)

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Começamos o filme com a Diana no nosso tempo, lendo um e-mail de Bruce para ela, um ótimo jeito de já fazer a ligação entre os filmes do Universo Extendido da DC. É o ponto inicial para começar a história da heroína.

Já em Themyscira, temos a princesa jovem, mostrando seu potencial para uma grande guerreira e com sua mãe proibindo-a de lutar, fazendo com que ela treine às escondidas com Antíope, sua grande mestre. Toda a atenção da ilha se volta para a invasão que ocorre logo depois que Steve Trevor (Chris Pine) se junta à história. É a partir daí que o protagonismo da Mulher Maravilha começa a distoar um pouco, sendo muitas vezes sobreposto pela presença de Pine. Nada de negativo a falar da grande batalha que ocorre na praia em Themyscira, espetacular, que apesar do exagerado uso da câmera lenta, resultou em uma boa sequência de ação. 

Já em Londres, temos aqui, representada de forma bem explícita, a dificuldade das mulheres nos tempos antigos, principalmente na primeira guerra, o que foi tratado com leveza e humor, algo que pode não agradar a todos, pois a temática do filme se propunha a ir mais a fundo em assuntos como esse, dado o histórico das antigas histórias da Mulher Maravilha. 

Sobre isso, um dos grandes problemas, já citado na crítica do filme que está disponível no site, é que temos o protagonismo em excesso do Chris Pine. Se o filme não se chamasse “Mulher Maravilha”, ele seria basicamente o herói da história, tendo ao seu lado uma “sidekick” super forte e teimosa. Ainda sobre o personagem de Pine, temos um romance que, apesar de não ser forçado, ainda assim foi desnecessário. Afinal, um filme tão focado na guerra e suas consequências, parece desfocar um pouco quando temos personagens se relacionando amorosamente.

Uma ótima escolha foi a da equipe que seguiu Diana e Steve Trevor ao front da batalha, todos com personalidades fortes e distintas, muito bem construídos. O que me faz tocar novamente no assunto já falado na crítica, sobre personagens muito bem construídos, enquanto outros apenas estão lá para encher a linguiça do filme, vulgo as amazonas de Themyscira. De qualquer jeito, o grupo não deixou a desejar em nada.

Agora ao final, que por si só daria em um ótimo final de uma animação da Disney, a conclusão de que o amor é a salvação de todas as guerras e o sacrifício de Steve Trevor em prol do bem maior, fizeram o roteiro, coeso e bem executado até agora, parecer infantil e sem sentido. Ainda sobre a cena final, o grand finale ao maior estilo dos video-games, temos a revelação do grande vilão Áries em completa costumização ao estilo das Hqs que, por mais que seja um ótimo “fan service”, não era o ideal para o tom do filme, que mais uma vez muda da água para o vinho. 

“Mulher Maravilha” foi um ótimo filme, ainda que longe de ser perfeito. Poderia ter tocado em mais assuntos importantes da época, mesmo que sem levantar bandeiras. Mas cumpre seu trabalho e ainda ganha o título de melhor filme da DC nos cinemas até agora.




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