Crítica: Colossal


Colossal é realmente um filme grande, mas não pelo fato de ter monstros gigantes e sim pelo tema que aborda e pela maneira diferente com que decidiu fazer isso. O diretor e roteirista espanhol, Nacho Vigalondo, decidiu trazer o livre arbítrio feminino para o cinema, mas de uma maneira diferente para alcançar um público que os dramas densos sobre o assunto normalmente não alcançariam.

No filme acompanhamos a história de Gloria, vivida brilhantemente por Anne Hathaway, uma mulher que passa por sérias dificuldades em sua vida pessoal e profissional graças ao alcoolismo, até chegar o momento em que seu noivo a expulsa do apartamento em que eles viviam. Quando isso acontece, Gloria fica sem ter para onde ir e acaba voltando para a casa onde morava quando criança em uma pequena cidadezinha do interior. Até aí parece um drama normal, mas junto com a chegada de Gloria, também aparece um monstro gigante na Coreia do Sul e adivinha só: esse monstro tem uma ligação com Gloria. 

O filme trabalha muito com alegorias. Talvez você assistindo o trailer vá ver o filme achando que o filme nada mais é do que um drama com doses de comédia e monstros gigantes, mas ele tem várias camadas e, conforme você vai assistindo, acaba descobrindo o que ele realmente quer falar. Então, se você decidir assistir ao filme, vá com uma cabeça aberta e sabendo que o filme é um pouco lento, mas com uma ótima mensagem que te fará pensar um pouco mais na maneira como as mulheres enfrentam o mundo hoje em dia.

Tem que se destacar a grande atuação de Anne Hathaway, que se entregou à personagem de corpo e alma e fez com que sofrêssemos com ela. e que, a cada golpe que ela levasse da vida, doesse em quem via. Também não posso deixar de falar do personagem vivido por Jason Sudeikis, que inicialmente aparece como o príncipe encantado que pode ajudar nossa protagonista a reconstruir a sua vida, mas com o passar do filme descobrimos que não é bem assim.

O filme nos mostra que algumas mulheres não sofrem apenas com os homens machistas e controladores, mas também com aqueles coniventes com seu caso que, mesmo sabendo o que está se passando, preferem sair de perto e fingir que não há nada de errado.

Realmente foi uma ideia muito criativa essa mistura de uma história fantástica com drama. Então assistam e tirem as melhores lições do filme, menos a de como surgiu a ligação dela com o monstro. Isso é horrível!

 E aí? Curtiu? Então ajude o nosso site! Seja nosso padrinho/madrinha
Afinal, nem todo herói precisa de superpoderes, basta ter um coração generoso...



Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.