Doctor Who: The Doctor Falls (Finale)


O sofrimento que foi adiado. Quem estava se preparando emocionalmente para a despedida de Peter Capaldi e Steve Moffat de Doctor Who terá que esperar mais alguns meses até o especial de Natal, uma data maravilhosa para ficarmos todos chorosos. Esse adiamento talvez tenha sido a única coisa que eu não gostei.

Esse episódio, mais uma vez, foi cheio de brilhantes atuações. Tínhamos uma Missy confusa sobre todas as coisas que já fez em outras vidas e o Master totalmente frio, ácido e caótico. Chega a ser difícil julgar esses dois. Em alguns momentos eu vibrava e em outros ficava pensando: “esses dois são escrotos”. O Master não demonstrou pena ou arrependimento de nada, foi um belo vilão mesmo. E a adorável e psicótica Missy me fez chorar junto com ela nos seus momentos finais.

Não esperava que Nardole iria ser deixado para trás, queria que na próxima temporada ele continuasse. Mesmo com o pouco espaço que teve, ele conseguiu nos conquistar.

Outra surpresa foi os rumos que a história da Bill tomou nesses últimos dois episódios. O seu final por si só já foi uma homenagem às outras companions: ser transformada em uma Cyberman, assim como aconteceu com a mãe da Rose do universo alternativo; ser também a garota que esperou pelo Doctor, assim como nossa amada Amy; ficar apenas uma temporada como Donna e Martha e já serem tão marcantes; e, por último, sair pelo universo com uma companheira, assim como a Clara fez.

E como foi linda a maneira como decidiram representar a Bill Cyberman, ela se vendo como humana enquanto para todos os outros tinha um Cyberman.

E tem aquele que nos emocionou em cada palavra, em cada expressão: Peter Capaldi. Ele nasceu para ser o Doctor. A carga dramática que ele coloca no personagem é gigante. Às vezes ele nem precisa falar muito, seus olhares já dizem muita coisa. Sua interpretação de Doctor passava tanta confiança que até nos momentos que ele parecia perdido te fazia pensar que logo ele conseguiria sair daquela situação. E, dito tudo isso, como foi difícil ver ele não conseguir trazer a Bill de volta ao normal falhando com ela na sua promessa. 

Minha opinião sincera era de que a saga do 12th terminasse ali ou então continuasse por alguns anos. Ter que esperar até o Natal quebrou todo o clima ali, mesmo com a aparição do 1st Doctor.

Capaldi e Moffat

Depois da saída de RTD de Doctor Who, tivemos Moffat como showrunner da série. Sei que muitos não gostam dele por algumas declarações pessoais que ele já deu, mas analisando sua passagem por Doctor Who sempre que na introdução você via que ele era o roteirista do episódio dava uma tranquilidade de que o episódio tinha muitas chances de ser bom e que certamente lágrimas iriam fugir desesperadamente dos seus olhos.

Na época com o Matt Smith ele foi fantástico. Quando mudou para o Peter Capaldi tivemos uma certa inconsistência na oitava temporada, apesar de eu achar que tivemos bons episódios. Já na nona, a segunda com Capaldi, foi o ápice dessas temporadas do New Who, o que acabou causando um problema que foi a expectativa de uma décima temporada ainda maior. E, por mais que tenha tido ótimos episódios, principalmente na sua reta final, na minha opinião, ela não conseguiu superar a temporada passada.

Ainda teremos o especial de natal que Moffat e Capaldi estarão unidos pela última vez em Doctor Who e daí para frente só nos resta esperar e torcer para ser tão bom quanto agora.

Mesmo sabendo que os dois nunca irão ler esse texto, eu queria agradecer ao Peter Capaldi, aqui chamado com muito carinho de Capaldão, e a Steven Moffat, por se dedicar tanto a essa série que já era grande e que ele conseguiu deixar ainda maior pelo tempo em que esteve por lá. Muito obrigado!

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