Preacher: Dallas


A segunda temporada de Preacher começou com o pé na porta. Muito sangue e violência nos foram mostrados na première dupla. A partir do terceiro episódio, entretanto, toda a ação com o Santo dos Assassinos ficou de lado e exploramos um pouco mais o lado da busca por Deus e o passado de Tulipa. A série conseguiu manter-se muito boa. O que faltava em porradaria, o roteiro compensava com um desenvolvimento inteligente das tramas e muito humor negro. Acontece que o tão bom progresso que a série vinha tendo deu uma estagnada essa semana e temos a impressão de que um episódio filler nos foi apresentado. Mas nem tudo é ruim em Dallas, vamos lá.

O quinto episódio da segunda temporada começa onde o quarto terminou e temos o primeiro vislumbre do lado negro de Jesse (Dominic Cooper), enquanto ele decide se mata Viktor (Paul Ben-Victor), o marido de Tulipa (Ruth Negga). Paralelo a isso, temos um flashback de como era o relacionamento entre O’Hare e Custer depois de serem traídos por Carlos, e o que os fez se separarem.

Como disse, o episódio se dedica a mostrar o que fez Jesse e Tulipa seguirem cada um para um lado. Apesar de ser interessante ver isso tudo, a série, tanto na primeira como na segunda temporada (com o plot de Viktor) já tinha nos dado pistas o suficiente para deduzirmos o que aconteceu e montarmos a história em nossas cabeças. E isso era incrível. Uma das coisas que mais admirava na condução de Preacher por Seth Rogen e Evan Goldberg era que eles não subestimavam a audiência, deixando várias coisas subentendidas para não perderem tempo com efemérides. Como disse na crítica com spoilers da primeira temporada, grande parte da história está nos detalhes. Infelizmente não foi o que vimos em Dallas. Apresentar esses acontecimentos passados agora, deixando de lado Eugene no Inferno e o Santo dos Assasinos, faz parecer que tivemos um episódio filler, mas vamos adiante.

Nas cenas do presente, vemos pela primeira vez a raiva de Jesse tomando conta de suas ações e é incrível ver a atuação de Dominic Cooper que parece imparável, mesmo com as súplicas de Tulipa, algo semelhante a Ronald Niedermann, o psicopata com analgesia congênita de A Menina que Brincava com Fogo.

Fora isso, vemos uma atitude da parte de Cassidy (Joseph Gilgun) que nem de longe entraria na lista de Coisas para Fazer com o Seu Melhor Amigo. Temos aqui uma primeira faísca do que pode se tornar algo muito maior no futuro na relação entre Jesse e o vampiro irlandês.

Já no núcleo do flashback, há algumas coisas mais a serem observadas. A atuação de Dominic Cooper continua excelente e dessa vez acompanhado de Ruth Negga que está incrível nas situações pelas quais sua personagem passa.

Além disso, a fotografia enche os olhos, como na cena de jantar em que claramente vemos o diretor brincando com os diferentes interesses de Tulipa e Jesse, colocando-os cada um de um lado da mesa e entre eles, exatamente no meio, Dany. Sem falar também na edição que fez um trabalho excelente balanceando bem os dois núcleos do episódio, mas que alcança sua apoteose na montagem em que mostra a mesmice da vida de casal dos protagonistas.

Depois de pararmos essa semana, para descansar e beber uma água, é hora de dar continuidade às tramas, principalmente a do Santo dos Assassinos, coitado. Demorou muito mais para se locomover dentro de Nova Orleans do que de Annville até a casa do pastor Mike no início dessa segunda temporada. Vamos esperar o desenrolar disso nos próximos episódios, talvez o pastor ouça sua consciência e talvez a consciência dele seja John Wayne.

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