Preacher: Sokosha


Com um episódio empolgante e de nos deixar na ponta da cadeira, essa semana Preacher nos mostrou o tão aguardado encontro com o Santo dos Assassinos (Graham McTavish). Finalmente as duas forças se confrontaram e o embate se faz de forma bastante inteligente.

O episódio começa brincando com o espectador, nos apresentando algo inteiramente novo e com uma estética na fotografia um tanto diferente do que já vimos até aqui. Nessa cena de abertura temos o que parece ser a introdução de um novo arco, mas que funciona apenas – por enquanto – para o desenrolar da trama do episódio. Nela um asiático (James Kyson) tem uma conversa muito estranha com um casal sobre o homem doar 15% de alguma coisa. Depois de um complicado aparato tecnológico ser conectado ao homem vemos a remoção da alma do sujeito. Depois disso, o mesmo asiático vende uma alma a uma família rica para curar o Alzheimer da matriarca.

No resto do episódio temos a resolução do arco do Santo dos Assassinos, partindo do gancho da semana anterior. O Santo chega ao apartamento de Dennis (Ronald Guttman), mas o trio consegue escapar ileso para dar início a uma das melhores cenas da temporada até agora, na biblioteca.

Na biblioteca, Jesse (Dominic Cooper), Tulipa (Ruth Negga) e Cassidy (Joseph Gilgun) pesquisam sobre o Santo cada um a sua maneira: livros, fitas cassetes e HQs, respectivamente. A montagem nessa cena é ótima. As ilustrações dos livros e das histórias em quadrinhos se sobrepondo a takes dos três personagens fica no limiar que poucos conseguem alcançar, entre a seriedade profunda e a galhofa. Infelizmente a narração em off, dá a impressão de que as coisas ficaram fáceis demais para os nossos heróis e quando chega a hora de barganhar com o Santo há a impressão de que conseguir algo tão importante deveria ser mais sofrido.

Em seguida Jesse faz um acordo com sua nêmese e vai atrás de uma alma para, o que tudo indica, ajudar o velho cowboy a subir aos céus. E então começa a jornada do protagonista e pela primeira vez na série temos uma fração da força que o sobrenome “L’angell” tem. Enquanto isso Tulipa, Cassidy e Dennis são mantidos como reféns do Santo dos Assassinos e temos duas cenas interessantes.

A primeira é o plot twist envolvendo Dennis e Cassidy! Algo completamente inesperado que dá uma profundidade enorme ao vampiro irlandês, mostrando que há um lado muito ruim em ser imortal. A outra é quando a garganta de Tulipa é agarrada pelo Santo, tirando a personagem do chão. E quando volta ao encontro de Cassidy ela parece ter o olhar perdido, como se uma tristeza a abatesse, dizendo que o Santo a tocou. Ora, para quem já levou tanto soco como ela no decorrer da série, ser esganada por um período de tempo tão curto não parece ser nada. Isso nos faz deduzir que é pela condição da alma do Santo dos Assassinos.

Quando o pastor chega e temos a revelação do que ele realmente queria fazer, fazendo nos questionar se Jesse realmente é um protagonista, digamos, do lado do bem, o desfecho (temporário) do arco do Santo acontece e temos mais duas cenas e uma perspectiva que nos chama a atenção.

A primeira cena desse terceiro ato é o fato de Jesse mostrar o mesmo olhar distante e triste de Tulipa, no que pode ser a confirmação da nossa teoria sobre almas. E a segunda, no finalzinho do episódio é Jesse no banheiro, numa cinematografia idêntica a do início desse capítulo.

Já a perspectiva é a de que o trio finalmente vai se aquietar e perseguir Deus em vez de serem perseguidos. O desfecho desse arco, próximo à metade da temporada, nos faz pensar que existem dez milhões de histórias nessa cidade nua, mas nem todas têm uma moral.

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