Crítica | Bakuman


Quem nunca disse aquela famosa frase “vou assistir só mais um episódio” e quando viu já haviam se passado horas? Foi exatamente essa sensação que tive enquanto acompanhava as três temporadas de Bakuman. Mesmo sendo um anime já bastante conhecido, muita gente ainda não teve a chance de assistir, como foi meu caso até pouco tempo atrás. E também temos muitos leitores do De Volta Para a Taverna que estão entrando agora nesse universo fantástico da animação japonesa. Então achei que valia a pena apresentar esse fantástico anime.

O anime já tem um diferencial por ser mais focado na realidade e fala sobre um assunto bem popular, mas pouco abordado que todos os fãs de anime gostam, que são os mangás. Na história de Bakuman, acompanhamos dois personagens que têm como sonho se tornarem grandes mankagas e terem seu mangá publicado para posteriormente ganharem um anime.

Mas, além do seu sonho principal, os personagens têm mais um objetivo que serve como motivação para que eles não desistam nos momentos mais complicados, que é o romance. Explicando melhor: um dos protagonistas, Mashiro, no primeiro episódio se declara para a garota que ama falando que se tornará um famoso mangaka e terá seu anime e quando isso acontecer ele queria que a garota dublasse sua heroína. Por sinal, o sonho da garota é ser uma dubladora, mas a grande reviravolta vem nessa parte. Quando ela concorda, ele fica empolgado e pergunta se quando eles realizarem esse sonho, ela gostaria de se casar com ele. E, para surpresa de todos ali presentes, ela aceita. Então os dois decidem continuar se falando só através de mensagens até o dia que essa promessa se realize.

Os personagens de Bakuman são um toque especial da história. Fora os protagonistas, tem outros personagens que são tão bem desenvolvidos e você acaba gostando tanto deles quanto dos principais. Muito disso devido à personalidade marcante de cada um. Acompanhamos o crescimento e a queda deles através de vários pequenos arcos, onde vemos os personagens criando histórias, lutando para serem publicados e depois se esforçando ao máximo para entregar os capítulos semanalmente. Também vemos o momento em que eles têm suas obras canceladas, é quase como se fossem nossos amigos passando por aquela situação. Tem alguns arcos que trabalham mais a relação entre eles, coisas pessoais de cada um e até mesmo a relação com os editores da JUMP. E têm editores ali que roubam a cena.

Se você está mais acostumado com esse universo dos mangás, já deve ter vistos várias vezes a notícia de que algum título vai entrar em hiato porque o criador não está bem de saúde. Podemos ter uma ideia de quão desgastante é para os mangakas entregarem toda semana um capítulo, muitas vezes, tendo que criar a história e os desenhos do capítulo. Sim, eles têm uma equipe que os ajuda com a finalização dos desenhos, mas o mangaka é quem precisa criar tudo e ele simplesmente não pode escrever vários capítulos antes de publicar, pois as histórias vão variando de acordo com a popularidade da semana anterior.

Uma coisa que vale citar é que pelo fato de o anime passar no mundo real, sempre temos referências a grandes mangás da Shounen Jump, como One Piece, Naruto, Bleach, Hunter x Hunter e Dragon Ball (que é o favorito do Takagi). Os criadores também são citados. Enfim, Bakuman é um excelente anime da dupla que criou Death Note, então só por isso já vale uma chance.


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