Crítica: How I Met Your Mother – Primeira Temporada


Contrariando completamente o bom senso, eu resolvi assistir Friends e How I Met Your Mother, intercalando as temporadas das duas. Você pode ler, por exemplo, a primeira crítica que eu já fiz sobre Friends bem aqui.

Já que a internet adora discutir qual das duas é melhor, resolvi me meter nessa empreitada e deixo claro de antemão: não vou comparar temporada a temporada dizendo onde uma série acertou no que a outra falhou. São críticas separadas que vou apontando os pontos altos e baixos de cada uma. Seria muito injusto comparar as duas séries dessa forma, afinal, quando Como Conheci Sua Mãe estreou, o seriado dos Amigos já estava no mercado televisivo há 10 anos. Além de que não há nenhum motivo realmente relevante para comparar obras que se parecem superficialmente, mas que são bem distintas dentro do seu universo. E mais, para ser completamente imparcial, eu deveria fazer esse projeto incluindo também Seinfield, que veio uma década antes de Friends.

Posto isso, vamos lá falar sobre Ted e a busca pelo verdadeiro amor? Vamos!

How I Met Your Mother conta a história de Ted Mosby (dublado por Bob Saget), que em 2030 conta para seus filhos a história de como ele conheceu a mãe deles. A série se passa em 2005, com um Ted (Josh Radnor) de 27 anos que mora com seus amigos da faculdade, Marshall (Jason Segel) e Lilly (Alyson Hannigan), num apartamento em Nova York.

A história começa quando Marshall e Lilly, que namoram há nove anos, tornam-se noivos e Ted começa a repensar sua vida e decide que quer encontrar logo sua alma gêmea. Seu autointitulado melhor amigo, Barney Stinson (Neil Patrick Harris), um conquistador barato, não gosta da ideia, mas o ajuda a conhecer Robin (Cobie Smulders), uma repórter recém-chegada do Canadá que não tem amigos nos EUA. Os cinco se juntam num grupo com Ted procurando seu amor (preferencialmente Robin), Marshal e Lilly caminhando para uma vida de casados, Barney conquistando mulheres e as largando seis horas depois e Robin, que quer ter sucesso em sua carreira profissional e nada sério quanto a relacionamentos amorosos.

Partindo dessa premissa, How I Met Your Mother consegue criar situações hilárias que variam do humor de A Praça É Nossa a piadas referenciais que fazem alusão a variados elementos da cultura pop. A primeira temporada inteira é construída com um visível planejamento bem delimitado com seu início, meio e fim e um arco narrativo que deixa dois grandes ganchos no final.

Apesar disso, a melhor coisa da série é o recurso de flashback, que pouquíssimas sitcons usam. É fácil descobrir o porquê de o seriado usar e abusar disso. A história é contada do futuro, a série inteira é um grande flashback, recorrer a eventos passados durante os episódios, além de aumentar o dinamismo, casa poeticamente com a ideia da obra.

O primeiro ano da série pode estar datado em alguns pontos, mas o humor deixa esse tipo de coisa irrelevante. Com todos os elementos que deixariam a série tão famosa, a primeira temporada de How I Met Your Mother é um excelente começo.

Espero vocês nas próximas críticas, tanto de HIMYM como de Friends.

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Afinal, nem todo herói precisa de superpoderes, basta ter um coração generoso...



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