Crítica | Kong: Skull Island


Kong é um filme simples que consegue divertir e serve como uma boa preparação para um futuro King Kong vs Godzilla. Com um excelente e carismático elenco, Kong consegue entregar um filme um pouco acima da média. Não entenda isso de maneira negativa, já que grandes filmes ultimamente têm sofrido para ficar na média.

James Conrad (Tom Hiddleston) é um herói em um filme de ação que consegue fazer a diferença sendo inteligente e não uma pilha de músculos. Porém, a sua inteligência não é algo clichê ou forçado. Você realmente acredita no que ele está fazendo. Ele não fica elaborando mil alternativas diferentes do que está por vir, ele simplesmente entende as situações em que está envolvido e com calma e experiência toma suas decisões.

Brie Larsson, dessa vez na pele de Preston Packard, prova mais uma vez que não será uma donzela indefesa esperando pelo príncipe encantado para salvá-la. Ela tem atitude e personalidade e consegue se sobressair num grupo que é em sua maioria formado por soldados e cientistas. Através de suas lentes, ela é capaz de nos mostrar uma visão diferente e linda do que acontece no filme. É uma personagem que você fica com vontade de viver uma aventura junto.

Se os personagens de Tom e Brie foram bons, o que falar desse cidadão chamado Samuel L. Jackson? Ele simplesmente é quem move a história com seu personagem que é um militar que não se conforma com o fim da guerra. Aquilo já se tornou parte da sua vida e é isso que o torna interessante. Ele não é alguém que vai te surpreender. Suas decisões são bastante clichês, mas do jeito que Samuel L. Jackson entrega, você pensa “ok, eu aceito”.

Mas o que mais me surpreendeu foi Hank Marlow (John C. Reilly). O personagem me conquistou pelo seu carisma e eu ficava o tempo todo pensando que não poderia acontecer nada com ele. Ele foi o alívio cômico do filme, mas também teve seus momentos emocionantes.

Alguns efeitos visuais deixaram um pouco a desejar, mas ainda assim ver o Kong lutando foi bem empolgante. O filme tem seus defeitos? Sim, como, por exemplo, o vilarejo humano na ilha da caveira que não faz diferença alguma na história. Ainda assim, eu indico o filme, pois é uma boa aventura.

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Afinal, nem todo herói precisa de superpoderes, basta ter um coração generoso...



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