Crítica | Planeta dos Macacos: A Guerra


“O irônico é que nós criamos vocês”.

O planeta dos macacos teve sua origem há 15 anos quando uma doença devastou a sociedade e tornou os símios tão inteligentes quanto os humanos. Quando as pessoas começavam a se reorganizar após a epidemia, os macacos também começavam a montar sua própria sociedade. No entanto, mágoas passadas são difíceis de se esquecer e o confronto entre as duas espécies começou. Agora, cansado da guerra, César procura a paz e um novo lar para seu povo, mas um cruel coronel humano tem outros planos. A guerra sempre termina em ruína, mas a de quem? Dos macacos? Ou será a da raça humana?

Planeta dos macacos sempre foi uma franquia icônica sobre um mundo no qual os macacos se tornaram inteligentes e dominaram o mundo enquanto os humanos, os quais outrora regiam o planeta, agora já não passavam de animais irracionais. No entanto, esta parte da história já rendeu muitos filmes e um reboot dificilmente agradaria os fãs, talvez por conta da versão de 2001 que não se mostrou das melhores. Foi então que, em 2011, a 20th Century Fox decidiu começar uma nova trilogia, mas dessa vez sobre a origem do planeta dos macacos.

Planeta dos Macacos: A Guerra é em todos os sentidos a conclusão de um ciclo. O filme não apenas mostra o fim dos humanos, mas também da história de César, o primeiro macaco inteligente, e encerra uma excelente trilogia que tivemos a sorte de acompanhar ao longo dos últimos anos. Com uma fotografia de tons mais sóbrios, o filme traz uma sensação de seriedade e desgaste, o que pode ser visto em César com os pelos já começando a ficar grisalhos. Uma interessante temática abordada no filme foi a forma como as perdas causadas durante a guerra afetaram o protagonista, de forma que ele começa a se tornar cada vez mais parecido com Koba, o macaco traidor que começou a guerra.

Um ponto que sempre me incomodou ao assistir o primeiro filme da série foi como era possível os macacos terem subjugado os humanos e estes terem se tornado tão primitivos. Em A Origem temos a explicação para o primeiro ponto, uma epidemia que matou quase toda a população humana e a deixou completamente desestruturada a ponto de os macacos com sua força física superior, agilidade e recém adquirido intelecto chegarem ao topo da cadeia alimentar. No entanto, isto não causaria tamanho retrocesso nas capacidades comunicativas e de raciocínio dos humanos, mas a explicação finalmente foi dada no neste último filme.

A trilha sonora é boa. Nada marcante, mas cumpre seu papel ajudando a criar os climas de tensão e tristeza. O roteiro é bem elaborado. Diferente de vários outros filmes recentes, planeta dos macacos não possui cenas que parecem deslocadas do resto do filme, tudo se encaixa perfeitamente no contexto e na ideia da obra.

Em geral, planeta dos macacos é um grande filme, com boas cenas de ação, emoção, piadas nos momentos certos e sem exagero. E ainda levanta diversos pontos para reflexão. Portanto, é um filme interessante para todos os públicos.

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