Game of Thrones: The Queen's Justice


Que Game of Thrones é uma das melhores séries da atualidade ninguém tem dúvida. Que a HBO tem um grande cuidado com as suas séries também é outra coisa certa. Mas, por algum motivo, essa temporada que teria tudo para ser a mais épica, parece que foi feita se preocupando mais com os momentos UAAAAAAAAU do que com o roteiro. Estou um pouco decepcionado com os episódios até o momento. Eu já havia comentado que estava meio corrido e que os personagens estavam chegando rápido demais em seus destinos e que alguns diálogos não faziam sentido.

Sam e Jorah

Sam conseguiu dois feitos nesse episódio: o primeiro foi curar a escamagris de Jorah e o segundo foi desmistificar a doença, que até agora era vista como mortal e praticamente incurável. Sabe quando você cai e rala o joelho? Então, escamagris ficou parecendo isso, porque o tratamento foi simplesmente tirar a casquinha. O Sam poderia ter jogado um talco raro ou feito uma poção para o Jorah continuar tomando por um tempo pelo menos. Em resumo, para curar escamagris você só precisa de um pouco de vontade de ajudar. Mas essa parte não foi de todo mal, porque, mais uma vez, a conversa entre o Sam e o Arquimeistre foi divertida.

Jon e Daenerys 

Sobre o encontro mais aguardado da série... Bom, pelo menos, eles não se mataram. Mas, parando para pensar, até que seria uma boa alternativa, já que a Daenerys estava insuportável e o Jon é péssimo em diplomacia. Faltou ele levar a Lyanna para Pedra do Dragão para fazer um discurso por ele.

A série, até o momento, tinha mostrado Tyrion como um grande estrategista e os seus planos para essa guerra eram bons, mas de maneira inexplicável todos até agora falharam. Tudo bem que precisa igualar as forças entre Daenerys e Cersei, que o Euron é um grande comandante no mar e o Jaime já foi um dos maiores espadachins do reino, mas pera aí, né? A correria da temporada e a tentativa de equilibrar os dois lados acabou sacrificando um dos melhores personagens.

Bran e Sansa

Talvez a parte mais polêmica do episódio, já que o incesto do Jaime com a Cersei já virou café com leite, foi o reencontro entre a Sansa e Bran. O comportamento do novo corvo de três olhos deixou muita gente chateada, tanto na falta de empolgação em rever a irmã, quanto no momento que ele a faz relembrar do estupro que sofreu. Mas o próprio ator comentou sobre isso e no fim das contas eu acabei concordando com ele.

“Imagine que você tem todo o tempo e espaço dentro de sua cabeça. Bran agora vive em muitas dimensões e épocas ao mesmo tempo. É impossível para ele ter alguma personalidade ou sombra de comportamento humano”.

Jaime e Olenna

Apesar de ter sido uma cena não tão longa, pudemos nos despedir da marcante Olenna Tyrell em grande estilo. A personagem sempre teve como principal característica a língua afiada e saber a hora certa de falar coisas que ninguém espera. Não foi diferente no momento de sua morte, depois de perderem a batalha para o exército Lannister, liderado por Jaime.

Tivemos um diálogo excelente entre Jaime e Olenna, em um momento que podemos dizer até de compaixão Jaime. Ele deu um veneno a Olenna para que ela se matasse sem sofrer, porque se dependesse da Cersei, seria muito pior. Após ter certeza que teria uma morte tranquila, Lady Tyrell decide jogar na cara de Jaime que foi ela quem matou Joffrey e ainda pediu que ele avisasse a Cersei. Só faltou ela terminar dizendo “para Cersei, com amor”.

Depois desse episódio de Game of Thrones, eu comecei a pensar melhor nos possíveis governantes dos sete reinos: Jon, Cersei e Daenerys. E decidi que a melhor opção é torcer pelo Rei da Noite e os caminhantes brancos. Enfim, deixem nos comentários o que vocês acharam do episódio.

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