Preacher | Backdoors



Preacher essa semana nos leva um pouco mais longe na busca por Deus e na epopeia de Eugene no Inferno, chegando cada vez mais perto do fim da temporada.

O décimo primeiro episódio, intitulado Backdoors, nos apresenta três plots diferentes. Tulipa (Ruth Negga) e seu ainda presente trauma do Santo dos Assassinos (Grahan McTavish), Jesse (Dominic Cooper) na busca por Deus e Eugene (Ian Colletti) no Inferno.

Depois de questionar Jesse pelas armas que encontrou, Tulipa tenta destruir os objetos com a ajuda de Lara (Julie Ann Emery). As duas estão ficando cada vez mais próximas. Vai ser um baque e tanto para nossa protagonista quando a verdade vir à tona. Lara parece ser a única amiga de verdade que Tulipa teve em anos. Talvez na vida. Vamos esperar o momento em que Jesse a vir e a desmascarar.

E, falando no pastor, Jesse parece estar numa jornada ao fundo do poço. Quanto mais ele falha em encontrar Deus, mais crente ele se torna, chegando às raias do fanatismo religioso. Podemos ver consequências disso logo no início do episódio quando eles planejam a viagem.

Assim, todos nós sabemos que o elenco de Preacher é formidável. Ruth Negga até foi indicada a um Oscar ano passado. Essa semana todos dão um show de interpretação, mas quem mais se destaca, mesmo com os pouquíssimos minutos de tela, é Pip Torrens com seu austero Herr Starr. O ator consegue dar muita carga cômica (de humor negro, mais especificamente) ao seu personagem, permanecendo sério o tempo todo nas mais diversas situações em que o roteiro o coloca.

Outra coisa incrível nesse arco do Jesse é que pela primeira vez a vovó L’angelle deu as caras. Muito mais nova, aparentemente, do que na HQ e muito mais saudável também. Mas a maldade continua toda lá. Ansioso para ver a terrível infância do pastor na série.

Infelizmente nem tudo em Backdoors foi bom. A história de Eugene no Inferno, apesar de ter no seu final um gancho enorme, não se desenvolve muito bem. O ritmo é lento, alguns personagens não têm motivação nenhuma para estarem em cena, mas estão lá para fazer o roteiro andar convenientemente e pôr fim à memória de Hitler.

Na primeira temporada, quando revelam que o Santo dos Assassinos estava no Inferno e o que víamos não era propriamente um flashback, eu fui à loucura. Um dos maiores plot twists que eu já tive o prazer de assistir. Com a memória de Hitler parecia que seria a mesma coisa. Mas não foi. Tanta tensão para nada realmente relevante. Triste essa decisão de roteiro, mas vida que segue.

A temporada tá quase acabando, as coisas parecem começar a fazer sentido, novos personagens sendo apresentados. Ansiosos para os últimos episódios desse segundo ano de Preacher? Eu também.

P. S.: se você reparar bem, quando a Tulipa coloca as armas no correio, o destino escrito na embalagem é o Brasil.

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