Crítica | Thor Ragnarok


O martelo se vai, mas o Deus do trovão se mostra.

Quando Odin some de Asgard, um novo mal se aproxima para tomar o trono, Hela, a temida deusa da morte. Ao tentar detê-la, Thor perde Mjolnir e é lançado à deriva no universo, caindo no longínquo mundo de Sakaar, um planeta que gira ao redor dos espetáculos de gladiadores. Para escapar de Sakaar e salvar seu lar, Thor deve montar um improvável time com Hulk, uma valquíria chegada numa birita e o deus da trapaça. O que poderia dar errado?

Sob a direção de Taika Waititi, Thor Ragnarok é facilmente um dos melhores filmes da Marvel. Sendo sincero, eu já estava cansado dos filmes da Marvel. Estes sempre tentavam criar algum tipo de drama/seriedade que simplesmente não combinava com o tom cômico da produção. Era simplesmente cansativo, mas Ragnarok mergulha de cabeça na comédia. E dá certo. Um balanço de boas cenas de ação para agradar aqueles que gostam de uma pancadaria e piadas bem colocadas sem necessidade de utilizar as técnicas de quebra de expectativa, onipresente em todos os outros filmes da Marvel e que já encheu o saco na minha humilde opinião. E, de certa forma, as piadas são previsíveis, você sente que uma está vindo e pode até já saber qual é, mas isso só adiciona mais humor à situação.

Claro que o filme não é só maravilhas. Ainda possui alguns defeitos de desenvolvimento, por exemplo, Valkyrie e Loki, os quais sofrem uma mudança de coração de um minuto para o outro e sem uma explicação convincente. O desfecho é outro ponto fraco. De certa forma, a maneira encontrada para derrotar a deusa da morte foi melhor do que se eles derrotassem Hela da maneira clássica. No entanto, acabou por passar de maneira rápida e simplória, talvez por conta da duração do filme que já se estendia por 2 horas.

Voltando aos pontos fortes do filme, eu não posso deixar de citar a personalidade do Hulk, um dos grandes destaques junto a Thor. Eu não sou um grande conhecedor dos quadrinhos, mas ainda assim eu já ouvi falar de algumas histórias do Hulk, e todas faziam parecer que o Hulk tinha alguma personalidade, mas todos os filmes até então me faziam pensar que ele era simplesmente uma fera irracional que saía quebrando tudo. Mas em Thor Ragnarok, a personalidade do grandão finalmente é abordada separada de Banner. E combinou esplendidamente. Hulk é basicamente uma criança com problemas de gerenciamento de raiva e não uma fera. E sua relação com Valkyire deixa isso bem claro. E se Hulk ganhou personalidade nesse filme, Thor também o fez, pois até então ele era só o cara do martelo (O deus dos martelos jdaksfhsdfhgajh). Engraçado, descontraído e maduro são boas formas de descrever esse novo Deus do trovão e, ao final do filme, com a compreensão de seus poderes, o personagem fecha seu ciclo de amadurecimento, Thor finalmente é um personagem completo.

Thor Ragnarok é um grande filme, extremamente divertido. Não é genial ou épico, mas certamente é incrível, pois ele não tenta ser o que não é. Um filme de aventura e comédia, feito pela comédia para a comédia. O público sabe exatamente o que está indo assistir e é exatamente este o grande mérito de Thor Ragnarok.


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