Crítica | Wind River




Uma história simples e emocionante é o que você vai encontrar em Wind River, um filme sem exageros que consegue passar tudo aquilo que se propõe. Na história, Cory Lambert (Jeremy Renner) encontra o corpo de uma adolescente que, na tentativa de fugir de seus agressores, acaba morrendo congelada nos arredores de uma reserva indígena. Então, junto com a agente do FBI, Jane Banner (Elizabeth Olsen), e a policial local, Cory vai atrás dos culpados, mas toda essa tragédia vai trazer o seu triste passado à tona. 

Decidi assistir Wind River por um único motivo: Elizabeth Olsen. Queria conhecer melhor a nossa querida Feiticeira Escarlate, já que os únicos trabalhos dela que eu conhecia eram os filmes da Marvel e Godzilla. E que grata surpresa eu tive ao assistir ao filme e ver outro vingador brilhando. Sim, estou falando de Jeremy Renner, que até o momento eu só tinha assistido seus filmes de ação e, sinceramente, não tinha me chamado muita atenção. Mas, em Wind River, ele tem a chance de mostrar seu talento em um papel dramático. E ouso dizer que é seu melhor trabalho até o momento.

Seu personagem, Cory Lambert, tem ótimos diálogos que transbordam emoção, mas sempre com um tom de voz mais contido. Renner consegue nos entregar um personagem badass sem precisar ser over actor. 

Enquanto isso, Jane Banner, vivida por Olsen, tem uma personalidade interessante e bem humana e isso fica bem evidente pela maneira que ela reage às situações. O fato de ela ser uma agente ainda inexperiente, que estava em um caso na quente e agitada Las Vegas e de repente se vê numa desolada e fria reserva indígena no Wyoming, representa bem o público que está assistindo ao filme. Tudo aquilo é novo e desconhecido e, conforme você vai sabendo o que aconteceu com a garota morta, você vai querendo justiça.

Outro grande personagem desse filme é o local onde a história se passa. Existe um belo contraste daquela paisagem calma e linda com todos os perigos e histórias tristes que o filme nos conta.

O roteiro foi muito bem escrito por Taylor Sheridan (Sicário) que, além de roteirista, também é diretor do filme. Acredito que se pode resumir o seu roteiro como simples e inteligente, especialmente na parte dos diálogos. Outro ponto forte foi a decisão de Taylor de fugir de clichês românticos, deixando seu filme mais natural. Além de uma boa história, Wind River traz uma crítica social em relação às pessoas nativas americanas, em que o desaparecimento delas é visto com um certo descaso, já que não existem dados de quantas desaparecem por ano, ao contrário do resto da população do país.

Wind River é um excelente filme que eu vejo com chances de pelo menos receber algumas indicações ao Oscar e eu ficaria muito feliz se Jeremy Renner tivesse seu trabalho reconhecido nesse filme com uma estatueta.
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Afinal, nem todo herói precisa de superpoderes, basta ter um coração generoso...



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