Crítica | Manhunt: Unabomber


Hoje em dia quase toda série grande tem toneladas de publicidade antes do seu lançamento. A série nem começa e você já conhece todos os personagens. Mas no caso de Manhunt, ela passou despercebida pelo radar de muita gente. Além da pouca divulgação, outro fato que pode ter deixado a série de lado foi que pouco tempo atrás tivemos Mindhunter, que também é uma série que fala sobre um tema um pouco parecido e isso, na cabeça de muitos, pode parecer mais do mesmo. Porém, mesmo que tenham um tema parecido, as duas séries têm histórias e abordagens totalmente diferentes fazendo com que cada uma seja incrível a sua maneira.

Logo de cara você já precisa ter uma suspensão de descrença incrível, pois a série traz como protagonista Sam Worthington (Fúria de Titãs e Avatar) e, pessoalmente, eu não gosto dele como ator, mas milagrosamente ele consegue entregar um personagem que tem uma evolução interessante ao decorrer da série. Acredito que sua falta de carisma e empatia ajudaram muito nesse caso.

Agora, quem realmente roubou a cena foi Paul Bettany (Vingadores) no papel de Ted Kaczynski. Ele faz com que você entenda o personagem muitas vezes por sua expressão corporal ou olhar. Ted tinha um ideal e não vamos discutir aqui se é certo ou errado, mas a interpretação de Paul conseguiu integrar isso de maneira magistral o que o fez ser um dos destaques de 2017 para mim.

Você deve estar pensando “ok, a série tem boas interpretações, outras milagrosas, mas sobre o que ela fala? ”. A série é baseada em fatos reais. O quanto ali é real infelizmente eu não sei dizer, mas a história fala sobre um criminoso americano que enviava bombas através dos correios e por muitos anos o FBI não conseguia nenhuma pista de quem era esse criminoso, ele era apenas conhecido como Unabomber. Então em determinado momento entra no caso o agente Jim Fitzgerald, que começa a investigar os textos que o Unabomber enviou e, através destes textos, ele tenta criar o perfil do terrorista. Ele precisa lutar contra a descrença do FBI que acham que seus métodos são inúteis.

A série se passa em dois períodos de tempo, um no passado onde Fitz começa sua caçada ao Unabomber e o outro já no presente (da série) onde ele precisa validar seus métodos e provar que Ted é realmente o Unabomber e que sua prisão não foi um engano.

O interessante é ver como Fitz foi mudando durante os anos e como ele começou a compartilhar do pensamento do Ted conforme ele ia se aprofundando mais na investigação.

Manhunt: Unabomber é uma série muito boa para aqueles que gostam de uma boa história independente se séries policiais são seu gênero favorito.

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Afinal, nem todo herói precisa de superpoderes, basta ter um coração generoso...



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