M A N I A | Fall Out Boy


Olá, Taverneiros. O ano começou e ainda pegos pelo espírito de mudança que essa época nos traz nós lhe apresentamos mais um tipo de análise, dessa vez no campo musical. E, para começar com tudo, o primeiro texto é sobre o sétimo álbum da banda canadense Fall Out Boy: Mania (estilizado como M A N I A), lançado em 19 de janeiro de 2018.

O disco deveria ter sido lançado em outubro do ano passado, mas, segundo a banda, a primeira edição do Mania não parecia ser o Fall Out Boy tocando. Algo engraçado de se pensar, já que desde há muito tempo o Fall Out Boy tem se afastado cada vez mais do estilo emo punk que o consagrou. Em seu sexto álbum, American Beauty/American Psycho, de 2015, o FOB já transparecia a influência pop/eletrônica pela qual a banda estava passando. Basta ouvir seu maior single, Centuries, onde mal se percebe a guitarra de Patrick Stump. No novo álbum, eles deixam seus instrumentos de corda de lado em quase todas as músicas, usando e abusando do computador para compor as canções. Mas vamos deixar de enrolação e falar do Mania de forma mais aprofundada.

O disco começa com “Young and Menance”, o primeiro single do álbum, lançado ainda em abril de 2017. A música revive um pouco as melodias bem trabalhadas da banda no disco Folie à Deux (2008). O único problema dela é o refrão, disforme e confuso, que recorre ao eletrônico emulando algo pseudo-instrumental.

Pulando algumas músicas que nem são tão boas nem tão ruins para comentarmos, encontramos “Hold Me Tight or Don’t” (o quarto single de Mania, lançado em novembro), que tem um ritmo latino bem dançante. É com ela que se tem certeza que o Fall Out Boy se entregou definitivamente ao modelo comercial de fazer música, mas que ainda consegue entregar um bom trabalho.

Depois temos “Wilson (Expensive Mistakes)”, lançada como single apenas três dias antes do disco. Ela tem uma das melhores melodias que a banda já compôs e a melhor do álbum. É leve, com um ritmo bem cadenciado e não nos deixa ficar parados – nem calados –, enquanto a ouvimos.

Logo em seguida, temos “Church” e “Heaven’s Gate”. A primeira com uma produção e edição impecáveis, adicionando o badalar de sinos que dita o ritmo da música. É nela que melhor podemos ouvir o baixo de Peter Wentz, o frontman da banda. Já a segunda é a maior surpresa do disco. Com pouquíssima interferência de computadores, temos uma canção que consegue passar todo o espírito da década de 80 e 90, que você deve conhecer bem da sua vizinha quando ela coloca aqueles DVDs de clipes musicais chamados genericamente de Flashback. “Heaven’s Gate” é uma baladinha muito agradável de se ouvir e cairia muito bem em qualquer cena de filme onde esteja acontecendo um baile de formatura.

“Sunshine Riptide” é a única música com uma participação especial, do nigeriano Burna Boy, mais conhecido pelo single “Rock Your Body”.

O disco encerra de forma mais ou menos. “Bishops Knife Trick” é só mais uma canção pop que não traz nada de novo, nem diferente.

Com algumas poucas influências do Hip Hop (como em “Champion”), Mania vai de mediano a bom e marca de vez a passagem do Fall Out Boy do rock para o pop, mas sem diminuir, de forma muito significativa, sua qualidade.

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