The Witcher 3


Depois de algum tempo parado sem escrever para o De volta para a taverna e sem escrever no geral, pensei em tentar algo novo e decidi falar sobre os jogos que tomaram minha atenção nos últimos tempos. Eu não entendo muito sobre questões técnicas como qualidade gráfica, capacidade de processamento e coisa e tal, por isso pretendo falar sobre aquilo que me faz gostar ou não de um jogo, ou seja, a sua história, narrativa e jogabilidade.

O primeiro jogo que escolhi para falar foi nada menos que o aclamado The Witcher 3: Wild Hunt, o complete edition mais especificamente, jogo lançado para PC, PS4 e Xbox One. Não é necessário jogar os outros jogos da franquia para entender esse jogo e é uma grande recomendação tanto para veteranos dos games quanto para quem está começando.

Tendo lido alguns dos livros que inspiraram a franquia de games, mas sem jogar os anteriores, decidi me aventurar no terceiro título que acabou por se mostrar uma experiência incrível. Entre tantos pontos positivos, fica até difícil escolher um para começar, mas se tem algo que vale a pena se falar sobre, são os personagens. 

Assim como nos games anteriores jogamos com o famoso bruxo Geralt de Rivia, este que é um personagem sério, bondoso mas também feroz e impiedoso em alguns momentos, apesar de na maioria das vezes sermos nós a escolher as ações do bruxo, a personalidade do personagem ainda se destaca. Geralt pode até ser o protagonista, mas o foco da história gira ao redor do personagem mais carismático do game, e talvez dos últimos tempos, Ciri, uma jovem garota portadora de um grande poder e que passou sua vida fugindo daqueles que desejavam usá-la. Sua relação com Geralt é um dos grandes pontos fortes do jogo. O reencontro e as interações dos dois são simplesmente incríveis. Assim como Geralt, Ciri é decidida, valente e cabeça quente, nunca tem medo de se lançar numa briga e sempre tenta ajudar aqueles próximos a eles. Eu adoraria falar de cada um de seus personagens, mas isso se tornaria longo e cansativo, então apenas citarei Yennefer, Triss Merigold, Vesemir, Lambert como personalidades de destaque.

Quanto à jogabilidade, The Witcher apresenta um sistema de combate excelente que se você se preparar corretamente não haverá luta impossível. Às vezes, ao lutar contra muitos inimigos em locais apertados ou quando o terreno possui degraus pode ser um pouco frustrante, mas não chega a atrapalhar de verdade. As habilidades desenvolvidas com pontos ganhos em locais de poder e ao subir de nível são muitas, e trazem diversas vantagens diferentes. No entanto, até que se cumpra algumas missões na expansão Blood and Wine, só é possível ativar 12 por vez. Então é necessário escolher quais se adequam melhor ao seu estilo de jogo. Você prefere focar nas lutas de espada como um guerreiro ou agir como um mago tendo os sinais mágicos como sua principal arma? O sistema de crafting de itens e poções alquímicas é incrivelmente vasto e útil. Com as poções certas, pode ser que você nunca morra. As armaduras e espadas de qualidade, principalmente do conjunto de bruxo, podem ser bastante caras para se fazer, por isso seria bom decidir qual seu estilo de jogo para decidir qual trará os melhores bônus ao se alcançar a qualidade Grão Mestre. Os contratos de bruxo são a maneira mais direta de se obter dinheiro no jogo. No entanto, eles acabam por se tornar repetitivos e maçantes e a verba proveniente não é tão boa quanto aquela que se consegue ao vender armas, armaduras e ingredientes obtidos de inimigos e no mapa. Mas tome cuidado para não vender ingredientes essenciais para aquela armadura ou poção que você está tentando fazer. As side quests são uma excelente maneira de se fortalecer antes de seguir as main quests e muitas delas apresentam um desenvolvimento e conclusão incríveis.

Quanto à história principal, ela é realmente incrível. Os confrontos com a caçada selvagem são sempre desafiantes, o desenvolvimento te prende e o jogador fica cada vez mais ansioso para encontrar a Ciri. Os poucos momentos nos quais jogamos com ela são sempre incríveis por conta do conjunto de skills dela. Como The Witcher é um jogo de escolhas, isto é, cada escolha repercute no final, existem vários finais diferentes. São três os finais possíveis para a Ciri e várias variações de finais para cada personagem e para o mundo de The Witcher, a depender de algumas side quests apresentadas ao longo do jogo.

Quanto às expansões, Hearts of stone é interessante, porém, não traz aquele ar de main quest, parecendo mais uma side quest gigante. Os encantamentos para se colocar no equipamento são extremamente caros e, apesar de ajudarem, não fazem muita falta. A expansão que realmente vale a pena se falar sobre é a incrível Blood and Wine, que não apenas traz uma nova região incrivelmente linda e personagens muito bons como Anna Henrietta e Dettlaff, como também apresenta um novo sistema de mutações para fortalecer o Bruxo que pode se tornar absurdamente poderoso com as combinações corretas. Existem também as tintas para colorir seu equipamento e o Geralt, que sempre viveu na estrada, recebe uma propriedade para chamar de lar. A história é envolvente e põe os princípios de Geralt à prova.

Em suma, The Witcher 3: Wild Hunt é um jogo completo, desde sua jogabilidade até sua história, envolvendo muita ação, romance, traição e muito mais. Pode se lançar no jogo que ele lhe proporcionará muitas horas de diversão.

 E aí? Curtiu? Então ajude o nosso site! Seja nosso padrinho/madrinha
Afinal, nem todo herói precisa de superpoderes, basta ter um coração generoso...



Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.