A Forma da Água


Sutileza e amor é o que vemos nessa incrível fábula de Guilhermo del Toro. Mais uma vez o diretor mexicano vem nos encantar com suas criaturas fantásticas e sua maneira muito única de ver as coisas.

Para quem não conhece Guilhermo del Toro, ele é um diretor mexicano que tem em sua carreira filmes como Blade II, Hellboy I e II, O labirinto do Fauno e Pacific Rim. Uma das coisas que mais chama atenção no diretor são as criaturas fantásticas que ele cria e acabou se tornando uma de suas marcas registradas.

Em A forma da água, acompanhamos Elisa Esposito (Sally Hawkins) uma zeladora muda que trabalha em um laboratório do governo americano. Elisa tem uma vida comum e rotineira. Ela vê essa rotina se quebrar quando conhece uma criatura aquática que foi trazida da Amazônia. Elisa acaba criando uma ligação tão linda com a criatura que faz com que o espectador acabe entrando naquele mundo de corpo e alma.

A atuação dos personagens é outro ponto a se destacar. Sally Hawkins está tão incrível como Elisa, que qualquer indicação ou prêmio que ela receba por esse personagem é mais que merecido. Também temos Michael Shannon em uma excelente atuação no papel do Coronel Richard Strickland, um vilão tão bem construído que realmente te faz ficar com medo. O elenco todo foi muito bem acertado.

O filme fala muito sobre diferenças tanto na sua protagonista muda, na amiga negra, no vizinho homossexual e principalmente na criatura que não é humana e, com isso, acaba discutindo temas como sexualidade, racismo, preconceito, aceitação, todos de uma maneira muito sutil e até mesmo poética.

Outros dois pontos que são muito imersivos em A forma da água é a trilha sonora de Alexandre Desplat e a bela fotografia de Dan Laustsen. 

Vale lembrar que o orçamento do filme é de 19,5 milhões de dólares, o que é relativamente baixo para os padrões dos grandes filmes que estamos acostumados. A forma da água está concorrendo a 13 Oscars. E você, já assistiu ao filme? O que achou?



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