Final Fantasy XV


“Um final fantasy para fãs e novatos”

Curioso para conhecer a franquia, aproveitei o convite aos novatos e comecei a jogar o Final Fantasy XV e, bem, o que posso dizer é que este é um jogo linear em sua essência que tenta ser mundo aberto.

A história acompanha o jovem príncipe Noctis que parte da capital do reino de Lucis para se casar com a princesa Lunafreya, acompanhado por seus melhores amigos Prompto, Gladiolus e Ignis. No entanto, pouco tempo após a partida do grupo, o império de Niflheim ataca a cidade real para recuperar seu lar e parar a crescente ameaça dos demônios Noctis e seus amigos buscam meios de se fortalecerem e tentam encontrar a noiva de Noctis, Lunafreya.

O resumo da história pode ter ficado um pouco confuso, mas é o melhor que pude fazer sem dar spoilers.

Como eu disse anteriormente, FFXV tenta ser um jogo mundo aberto e, apesar de ser uma experiência bem interessante, ainda está longe de ser realmente mundo aberto. Quanto ao mapa, existem muitas paredes invisíveis e obstáculos intransponíveis ao longo do vasto mapa, muitas vezes com pedras que poderíamos facilmente pular sobre elas, nos forçam a dar voltas imensas para chegar em determinados locais. Isso é muito frustrante. A locomoção ocorre principalmente através do Regalia, o carrão do grupo, importante aspecto do jogo mas que com o tempo se torna cansativo. Fazer missões em partes distantes do mapa são um verdadeiro teste de paciência mesmo com o fast travel devido a um loading ridiculamente grande e, para usar este recurso, antes você precisa se sujeitar a uma viagem de 3, 4 e, às vezes, até 6 minutos, pois, como é tradicional, você só pode usar o fast travel para locais onde já esteve antes. Neste caso, os pontos de estacionamento nos quais você para o Regalia. Os problemas não se resumem somente ao mapa, mas também às side quests. Extremamente simples, elas não se desenvolvem em histórias paralelas interessantes como em The Witcher 3, Você basicamente fala com um npc e ele te manda buscar um item no outro lado do mundo e voltar, o que devido às distâncias e aos fast travels, que mesmo ajudando ainda lhe deixam a 1 minuto de onde você deve ir, caso já tenha feito a missão para liberar os chocobos, isso pode ser mais rápido, mas nem sempre. Quanto às caçadas, não vejo problema, elas são basicamente o que o nome diz, caçadas. Você vai atrás de um monstro e acaba com eles, um excelente meio de juntar xp e dinheiro. Uma coisa que eu senti falta, mas que talvez realmente não combinasse com o jogo, foi um sistema de crafting de equipamentos.

O sistema de combate é bem fluido e, apesar de parecer que só é necessário segurar o botão de ataque, é fundamental aprender as esquivas e os bloqueios, ainda mais quando se enfrenta muitos inimigos ou inimigos poderosos como o Yojimbo. As dungeons são bem legais de se jogar, mas tomem cuidado principalmente com a Costlemark Tower. Essa dungeon eu levei pouco mais de 2 horas para finalizar e gastei muitas magias e poções de cura. Essa é uma dungeon que eu ainda não abri a porta selada, mas mesmo assim se mostrou mais difícil que os últimos inimigos da história.

Uma coisa que me decepcionou um pouco foi o fato de que é impossível limpar totalmente o jogo antes de finalizar a história principal. Muitos recursos e missões, como as dungeons dentro das dungeons e o regalia type F, só são acessíveis após concluir a história e se tem uma coisa que eu gosto de fazer em jogos de mundo aberto é terminar o jogo de uma vez, finalizar a história sem assuntos pendentes, o que dá uma maior sensação de desfecho.

De certa forma, Final Fantasy XV é um jogo mediano. Sua história inclusive, apesar de muito interessante, tem vários problemas de desenvolvimento, sendo rasa em várias partes, como no relacionamento entre Noctis e Lunafreya. Sem falar em personagens mal aproveitados, como Ravus e Aranea entre outros. A sensação que tive durante as missões principais era de uma história contada às pressas, pois os desenvolvedores poderiam ter prolongado e explicado melhor sem nenhum problema. Eu não me importaria com 5 ou até 10 horas a mais de campanha porque havia muito potencial para algo realmente épico.

No geral, Final Fantasy XV é um jogo visualmente incrível. Tanto o cenário quanto os monstros e personagens são simplesmente incríveis. Os combates podem ser bem chatos dependendo dos inimigos, mas existem muitos deles que trazem uma experiência bacana e bem difícil, caso você não saiba tirar proveito do trabalho em equipe e da translocação ofensiva. A história, apesar de não trazer todo seu potencial e ter alguns furos, que aparentemente podem ser explicados nas expansões que ainda não joguei, é cativante. Não é uma história que me esquecerei facilmente e fico feliz de esse ter sido o primeiro Final Fantasy que eu joguei.

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